57 acções do BNA ajudaram a travar crimes económicos

O Banco Nacional de Angola (BNA) realizou no ano passado 57 acções de supervisão para prevenir o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, indica um relatório da instituição referente a 2017.

De acordo com o documento divulgado esta semana, as acções de supervisão a instituições financeiras bancárias e não bancárias incidiram maioritariamente sobre “clientes e transacções de alto risco”.

No balanço do ano, o BNA assinalou a subida geral no número de inspecções, divididas nas categorias “on-site” e “off-site”.

As inspecções “on-site” são caracterizadas “pela presença de inspectores do BNA nas sedes e agências das instituições financeiras”. São realizadas através de forma oficial e identificada ou através de “cliente mistério”, um processo em que o inspector se faz passar por um cliente comum.As inspecções têm como objectivo analisar as tabelas de custos, reclamações, protecções do consumidor, publicidade e a avaliação da conformidade da remuneração dos depósitos a prazo e do cumprimento do Orçamento Geral do Estado.

Durante o exercício relatado no documento, foram realizadas 267 acções de inspecção credenciadas, um aumento de 247 por cento face às 77 do período homólogo de 2016, e 235 inspecções do tipo “cliente mistério”.

Por sua vez, as inspecções “off-site” pretendem avaliar o cumprimento das regras de conduta, de deveres gerais de informação e dos normativos legais e regulamentares em vigor.Em 2017, o BNA conduziu 254 acções de inspecção “off-site” a 27 instituições financeiras, um aumento de 10,92 por cento frente às 229 de 2016.

Publicação da autoria de Fonte Externa:
Jornal de Angola
29/10/2018

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