Em Dezembro, o FMI aprovou um empréstimo a Angola no valor de 3,7 mil milhões USD a serem desembolsados ao longo de três anos, caso Angola vá cumprindo as metas acordadas.
A equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) que chegou a Angola há uma semana deverá anunciar na próxima terça-feira, dia 2, o resultado da primeira avaliação ao cumprimento dos critérios acordados com o Governo no âmbito do Programa de Financiamento Ampliado (PFA) ou Extended Fund Facility (EFF), em inglês, em vigor desde Dezembro, no valor de 2 673 milhões DES (Direitos Especiais de Saque), moeda de reserva do FMI, equivalentes a cerca de 3 700 milhões USD.
Apesar de ter sido formalmente aprovado a 8 de Dezembro, o presidente João Lourenço apenas formalizou a contratação do empréstimo este mês, através do Decreto Presidencial n.º 31/19, de 20 de Março, que autoriza o Ministro das Finanças a praticar todos os actos necessários à concretização do PFA, “incluindo a emissão dos instrumentos legais para a garantia do seu reembolso”.
Se o País cumprir os “critérios de desempenho de fim de Dezembro de 2018”, o FMI desbloqueará a segunda tranche de 179 milhões DES (249 milhões USD) prevista no acordo para 29 de Março, após, em Dezembro, com a aprovação do PFA, Angola ter já recebido 715 milhões DES (990,7 milhões USD).
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Expansão
30/03/2019