Economia angolana é hiperinflacionária pelo segundo ano consecutivo

Os principais auditores das instituições financeiras bancárias não têm a menor dúvida de que a inflação acumulada em Angola ultrapassou os 100% nos últimos três anos, o que coloca o País na lista das economias hiperinflacionárias pelo segundo ano consecutivo.

Os auditores são unânimes em dizer: “em 31 de Dezembro de 2018 a inflação acumulada nos últimos três anos ultrapassa os 100%, independentemente do índice utilizado, o que é uma condição quantitativa objectiva que nos leva a considerar, para além da existência de outras condições previstas na IAS 29, que a moeda funcional das demonstrações financeiras dos bancos em 31 de Dezembro de 2018 corresponde à moeda de uma economia hiperinflacionária”.

A hiperinflação é uma inflação extremamente alta e fora do controlo. Ocorre quando o aumento generalizado de preços vai para além dos 100% durante um ano ou em anos consecutivos.

Embora os dados oficiais (BNA) demonstrem que a inflação acumulada nos últimos três anos tenha atingido os 86,42%, os auditores dos bancos não têm dúvidas de que foi muito mais.

Os efeitos nocivos de uma inflação extremamente alta são bastante concentrados na corrosão do poder de compra dos angolanos da classe baixa e classe média.

Outra consequência da inflação muito elevada é recessão económica, afectando, de forma generalizada, a economia de um país, como, de resto, vem acontecendo desde 2016 até 2018, em que Angola vem de uma recessão consecutiva.

Publicação da autoria de Fonte Externa:

AngoNotícias/Jornal Mercado
06/06/2019

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