Reserva Federal Americana em Luanda para avaliar processos de ‘compliance’

A visita da delegação americana tinha como principal objectivo a avaliação dos processos de compliance no sector bancário angolano e não decidir se os bancos comerciais podem ou não ter acesso directo aos dólares.Uma delegação da Reserva Federal Americana esteve no nosso País durante três dias, no âmbito do apoio solicitado pelo BNA, para apoio à monitorização da actividade bancária em Angola. Tal como se previa não houve declarações à imprensa por parte dos técnicos envolvidos – Michael Shetzel, vice-presidente e chefe dos Assuntos Internacionais e Estratégicos, Taryn Nelson, directora dos Serviços de Contas Internacionais e Matthew Nemeth, responsável pelo Departamento de Contas Internacionais para a Região da África e do Médio Oriente.

As palavras ficaram para a embaixadora dos Estados Unidos, Nina Marie Fite, que relativamente à questão da abertura da venda de dólares pelos bancos correspondentes ao nosso País foi evasiva. “Acho que não tem data, não há uma data exacta para que os bancos correspondentes voltem a vender dólares a Angola. Um dia vão voltar a fazê-lo, com certeza”, afirmou.

Fica então essa promessa. Muito vaga, mas promessa. É importante dizer que também não era essa a principal preocupação da visita desta delegação, até porque estes técnicos não têm qualquer capacidade de decisão para anunciarem alguma mudança na posição da instituição, que, como sabemos, suspendeu a venda de dólares em 2015 bancos sediados em Angola por sistemáticas violações das regras de regulação do sector e suspeitas de que o País estivesse a financiar redes de terrorismo.

Isto tudo a propósito de notas de dólares cuja numeração indicava que tinham sido compradas nos nossos bancos, e que foram encontradas em alguns palcos de guerra em países islâmicos, nomeadamente a Síria e o Líbano. (…)

Publicação da autoria de Fonte Externa:
Expansão
25/06/2019

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