Americanos e chineses ‘entalam’ João Lourenço

O dinheiro de Pequim e a pressão de Washington estão a dividir as opções financeiras do poder em Angola.

Dois anos depois de ter deixado de oferecer o petróleo como ‘seguro’ para o investimento estrangeiro em Angola, João Lourenço divide-se entre Washington e Pequim para, a todo o custo, tentar aliviar a pressão.

Sem acesso às divisas e com as relações entre os bancos correspondentes estrangeiros e a banca local congeladas, Angola continua a viver momentos de grande asfixia financeira. Atentos à tensão social que, nos últimos tempos, tem vindo a subir de tom devido ao agravamento dos preços dos produtos importados, os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), reunidos na quarta-feira de urgência, dizem que “as expectativas tendem agora a esvair-se”.

A apreensão é tanto maior depois de alguns números avançados esta semana por João Lourenço, na mensagem à nação, estarem a ser contestados pela opinião pública. “Quem forneceu dados falsos ao Presidente deve ser ime­diatamente exonerado!”, disse ao Expresso o escritor e ex-deputado do MPLA Jacques dos Santos.

E o economista Yuri Quixina não poderia ter sido mais assertivo: “Se a equipa económica foi constituída para reformar a economia e não o consegue, então é a economia que deve reformar a equipa económica.”

Publicação da autoria de Fonte Externa:
ANGONOTÍCIAS/Expresso
21/10/2019

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