Angola e FMI alinham posições quanto às reformas aos subsídios

Angola e o Fundo Monetário Internacional, no quadro das medidas do Programa de Financiamento Ampliado consertam posições quanto às reformas estruturais, em especial a reforma aos subsídios

O Director do Departamento africano do Fundo Monetário Internacional (FMI) manifestou o seu agrado às reformas em curso e o alinhamento com a visão do Executivo angolano de apenas proceder à remoção dos subsídios aos combustíveis em linha com a implementação de um programa de transferências sociais monetárias destinado às famílias mais vulneráveis.

O Director Abebe Selassie manteve um encontro de trabalho com a delegação angolana liderada pela Ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa que discutiu o pacote de medidas de índole fiscal e cambial do Programa de Financiamento Ampliado e do seu impacto junto da população.

“Nós sentimos que em relação às metas, estamos a vontade e com um bom entendimento do que podemos cumprir. Estamos a trabalhar na preparação dos objectivos de 2020 e o impacto da flexibilização da taxa de câmbio no Orçamento Geral do Estado que deveremos apresentar até ao final do mês a Assembleia Nacional”, disse a ministra que reafirmou o trabalho a ser desenvolvido em matéria dos subsídios aos combustíveis.

“Vamos avançar com o Programa das Transferências Sociais Monetárias e trabalhar igualmente com a Sonangol para ver como a empresa irá subsistir a esse esforço”, declarou em alinhamento de posições com o responsável do FMI e sua delegação.

Por seu turno, o Governador do Banco Nacional de Angola destacou a flexibilização da taxa de câmbio, tendo em vista a sua plena liberalização. Essa medida, segundo José de Lima Massano, tem vindo a permitir, nos últimos dias a redução do gap entre o mercado paralelo e o oficial que se encontra em cerca de 17%. “Temos de proteger e preservar as Reservas Internacionais Liquidas. O desafio é alcançar e manter a estabilidade”, referiu.

Publicação da autoria de Fonte Externa:
MINFIN
19/09/2019

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