Categoria: Economia

Angola deve pedir ajuda ao FMI e não emitir mais obrigações do tesouro

Vai ser difícil a Angola obter novos créditos através da emissão de obrigações do tesouro em euros, disseram analistas europeus.

Isto depois de ter sido noticiado que o presidente Joao Lourenço autorizou na semana passada a venda de três mil milhões de dólares em Eurobonds embora não tenha sido anunciado calendário para a emissão dessa dívida.
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Angola perde 5,2 mil milhões de euros com petróleo barato e precisa de rectificativo, diz Eaglestone

A consultora Eaglestone prevê que a descida do preço do petróleo vai originar uma quebra de 5,2 mil milhões de euros no orçamento de Angola, equivalente a 7,4% do PIB, levando a um orçamento rectificativo.

“Os nossos cálculos mostram que as receitas poderão ficar 35% abaixo da meta prevista para este ano caso o preço médio do crude seja de 25 dólares, e não os 55 dólares por barril previstos no orçamento, o que representa uma quebra na receita de 5,6 mil milhões de dólares [5,2 mil milhões de euros], ou 7,4% do PIB previsto para este ano”, lê-se na nota de análise ao impacto da descida do preço do petróleo nas finanças de Angola.

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Petróleo: Pânico instala-se nos mercados – Barril com a maior perda em três décadas e Angola é uma das grandes vítimas

O barril de petróleo Brent, vendido em Londres, onde é definido diariamente o valor médio das exportações angolanas, acaba de observar a maior queda diária em 30 anos, cerca de 30%, passando de 45 USD para menos de 32 na abertura do mercado, depois de a Arábia Saudita e a Rússia, os dois maiores exportadores do mundo, terem iniciado uma violenta “guerra” económica em torno da matéria-prima.

Desde Agosto de 1990 que não se verificava uma queda desta dimensão, quando rebentou a primeira Guerra do Golfo, levando o caos a todos os mercados bolsistas do mundo e o pânico aos corredores dos governos dos países exportadores de crude, especialmente aqueles com economias petrodependentes, como é o caso de Angola.

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Fitch desce ‘rating’ de Angola para B-

A agência de notação financeira Fitch desceu hoje o ‘rating’ de Angola para B-, com Perspetiva de Evolução Estável, argumentando com o aumento da dívida, a redução do preço do petróleo e a depreciação da moeda.

“A descida da notação de Angola reflete o impacto da produção mais baixa de petróleo, com preços mais baratos, e uma queda maior que o antecipado do kwanza, o que aumentou os níveis de dívida pública e os custos de servir a dívida externa, ao passo que os níveis das reservas internacionais também caíram”, escrevem os analistas.

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Angola deverá endividar-se em 7,6 mil milhões USD em 2020, diz Standard & Poor’s

A agência de ‘rating’ Standard & Poor’s (S&P) avisa que o País poderá emitir em 2020 dívida comercial no valor de 7,6 mil milhões de dólares, descendo face aos 8,4 mil milhões emitidos em 2019.

De acordo com um relatório sobre a emissão de dívida nos mercados emergentes, Angola deverá ter, no final deste ano, um volume de dívida comercial de 50,9 mil milhões de dólares, um ligeiro acréscimo face aos 49,5 mil milhões de dólares que registava no final do ano passado.

 

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S&P piora perspetiva de evolução de Angola para negativa e mantém `rating` em B-

“A perspetiva de evolução negativa reflete a possibilidade de uma descida se o alto nível de dívida pública do Governo tornar insustentáveis as necessidades de financiamento, ou se as pressões orçamentais ou externas levarem a défices gémeos [externo e orçamental] maiores do que o previsto”, lê-se na nota que acompanha o anúncio.

Na explicação da revisão do `rating`, que é mantido em B-, ou seja, abaixo da recomendação de investimento (lixo, como geralmente é conhecido), os analistas da Standard & Poor`s sublinham que “o peso da dívida tem subido rapidamente” e apontam que “a dívida subiu de 88,6% do PIB [produto interno bruto] em 2018 para os 103% do PIB em 2019, quando estava nos 30% em 2014”.

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