Categoria: Orçamento de Estado

Mais de metade do Orçamento 2020 de Angola é para pagar dívida pública – Governo

Mais de metade do Orçamento Geral do Estado (OGE) 2020 de Angola, no valor de cerca de 15 biliões de kwanzas (mais de 27 mil milhões de euros), é para pagar a dívida pública, com um peso de 90% do PIB.

A informação foi hoje avançada pelo ministro de Estado para a Economia, Manuel Nunes Júnior, no final da cerimónia de entrega da proposta de OGE para 2020 na Assembleia Nacional.

Segundo Manuel Nunes Júnior, o Governo vai dar ao OGE 2020 prioridade para a consolidação fiscal, com particular realce para o controlo da dívida pública e ao relançamento da atividade económica em Angola, com o objetivo de sair “do campo negativo de crescimento” e a retoma da economia.

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Presidente vai gastar mais 16 milhões USD até final do ano

O Presidente da República pretende gastar mais 16 milhões USD em deslocações até ao final do ano, um aumento de 32% face ao valor previsto no Orçamento Geral do Estado revisto deste ano.

O adicional de 5,9 mil milhões Kz servirá para suportar a agenda nacional e internacional de João Lourenço. Este acréscimo significa que a Secretaria Geral do Presidente da República deverá gastar no total 24,4 mil milhões Kz em vez da verba inicialmente cabimentada de 18,4 mil milhões Kz.

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Angola e FMI estão empenhados em manter dívida nos 90% do PIB – Governo

A secretária de Estado do Orçamento de Angola disse hoje que o Governo e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estão empenhados em limitar o rácio da dívida pública face ao PIB no valor atual de 90%.

Em entrevista à agência de informação financeira à margem do Fórum Económico Mundial sobre África, que decorre esta semana na Cidade do Cabo, a governante angolana mostrou-se esperança que o Fundo aprove o desembolso da segunda tranche do Programa de Financiamento Ampliado de 3,7 mil milhões de dólares (cerca de 3,3 mil milhões de euros) e mostrou-se convergente na necessidade de limitar a subida da dívida pública.

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João Lourenço elogia efeitos “positivos” do programa do FMI

A luta contra a corrupção e a lavagem de dinheiro, bem como a necessidade de Angola aumentar o investimento estrangeiro foram alguns dos “chavões” que o Presidente da República, João Lourenço, voltou a levar fora de portas, depois de esta semana ter abordado estas questões perante 4.500 participantes na Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África (TICAD, na sigla em inglês).

Lourenço discursou cerca de três minutos, durante a II sessão plenária sobre o tema “Acelerar a transformação económica e melhorar o ambiente de negócios através da inovação e envolvimento do sector privado”, depois de os presidentes do Uganda (Yoweri Museveni), do Ruanda (Paul Kagame) e do Gana (Nana Akufo-Addo) já o terem feito. Esta sessão foi moderada pelo presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

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“FMI é prejudicial à economia angolana – economista Alves da Rocha”

O economista angolano Alves da Rocha disse em Luanda que o FMI e outras entidades internacionais são prejudiciais à economia angolana e que Angola precisa de um modelo económico próprio em vez de “copiar” o que vem de fora.

Em declarações à Lusa, à margem de um seminário sobre relações China-Angola, o economista e director do Centro de Estudos e Investigação Cientifica (CEIC) da Universidade Católica de Angola, salientou que o modelo do FMI não é o único a seguir e que se devem procurar alternativas.

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“O FMI e o Banco Mundial estão a empurrar-nos para o desastre e estamos a ir”

Economista e empresário Lago de Carvalho discordados moldes do acordo de Angola com o Fundo MonetárioInternacional (FMI) e Banco Mundial (BM), alegando que estas instituiçãoes apenas pretendem levar o País à recessão. E vê Angola sem um rumo definido.

Com a medida de o Executivo privatizar 195 empresas, podemos afirmar que. finalmente. Teremos uma economia liberal?

É difícil dizer, porque estamos a cumprir um programa imposto pelo FMI. Infelizmente, não estamos a ser capazes de, minimamente, dialogar de uma forma equilibrada. O FMI e o Banco Mundial estão a empurrar-nos para o desastre e nós estamos a ir.

Porquê?
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